Quaternaglia - Quarteto de violões
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SERGIO MOLINA (1967)

QUINTETO PARA UM OUTRO TEMPO (2006), PARA QUATRO VIOLÕES E PIANO

A obra é dedicado ao Quaternaglia e ao pianista norte-americano James Dick, e foi estreada em 10 de fevereiro de 2007 "III International Guitar Festival at Round Top" (TX), tendo o Quaternaglia e o próprio James Dick ao piano.

Segundo texto do compositor que consta da partitura, "quando recebi o convite para escrever este quinteto para piano e quarteto de violões, logo recordei-me da sexta-feira à noite, 11 de fevereiro de 2005, quando eu e minha esposa Clara fomos gentilmente recebidos por Alain Declert em Round Top, Texas. Recordo-me de ver, sob o vidro que cobria a mesa da sala, uma cópia original do programa de estréia do Quatuor pour la fin du temps (1941), de Olivier Messiaen. Aquele pedaço de papel parecia querer burlar a linha cronológica do tempo, provocando o presente, simultaneamente, com a maravilha de sua escrita musical e com os estilhaços cortantes da guerra que o gerou. Explorando esse contexto - Round Top 2005 versus Messiaen 1941 - comecei a imaginar um Quinteto que, atualizando as grandes conquistas musicais do passado, conseguisse abrir um parênteses contemplativo no presente, e que pudesse apontar positivamente para um outro tempo, de diferenças em harmonia, de evoluções em proporção, de tensões em equilíbrio. O primeiro movimento, "Passado", paga - com a moeda do amor - um tributo à tradição musical dos séculos XVIII e XIX, com a travessia necessária de seu tema principal rumo ao inevitável, longo e doloroso cortejo fúnebre final. A "Oração sem palavras", segundo movimento, ocorre no presente, e tenta também operar em outros níveis: aposta em uma pausa necessária para a contemplação e invocação, à espera do momento oportuno de retomar a travessia. O terceiro movimento, "O espelho dos enigmas", enfim, arrisca ir mais à frente, e propõe a convivência entre diferentes métricas, escalas, modos, sistemas, assimetrias, jogos, senhas, ciclos, retas, fragmentos, unidades, duelos, diálogos, em uma busca incansável e otimista: do passado para Round Top!"

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SERGIO MOLINA (1967)

FANTASIA NO FUBÁ (2003), OCTETO PARA QUATRO VIOLÕES E QUARTETO DE CORDAS

Baseada em Tico-tico no fubá, de Zequinha de Abreu (1880-1935), a obra foi estreada em recital do Quaternaglia com o Quarteto de Cordas de Brasília, na Casa Thomas Jefferson, em Brasília, no dia 6 de junho de 2003.

Na obra o compositor trata o famoso choro brasileiro como tema para variações, onde os dois ensembles dialogam, competem e juntam forças para um grande final.

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